Já há uns anos que, tanto eu, como a minha cara metade, fazemos compras em 2ª mão. No início, começámos com tudo o que eram bens que tivessem pouca utilização, ou que fossem muito caros. Com o tempo, fomos migrando este comportamento para basicamente tudo o que necessitamos e que não sejam consumíveis ou bens alimentares. Assim, a nossa forma de agir é quase sempre:

  • identificar a necessidade
  • esperar pelo menos 1 ou 2 semanas, para perceber se é mesmo uma necessidade real, e não um capricho
  • esperar se, por acaso, aparece algo que substitui a função e nós não estávamos a considerar

Caso se confirme que precisamos mesmo da “coisa”, então começamos a procurar nas várias plataformas que disponibilizam produtos em 2ª mão.

Cada compra é uma aventura em todas as suas vertentes. Primeiro, porque é pensada e não de impulso, medem-se os prós e os contras de cada opção e às vezes até temos debates à hora de jantar, para todos darem a sua opinião acerca da opção mais interessante.

Faz muito lembrar os planeamentos das viagens de férias. A preparação já é metade da viagem!

O nosso filho, de 7 anos, cresce com esta abordagem ao consumo e, gosto de acreditar, que se diverte com isso. Ele também vende os seus brinquedos e alguns livros que já não utiliza. E, com o dinheiro que “ganha”, faz planos de investimento, que até agora têm passado muito pela gelataria do bairro!

Uma das últimas compras que fizemos foi para ele: uma secretária/escrivaninha. Procurámos e encontrámos uma num 3º andar sem elevador, algures em Lisboa. Ele foi connosco, participou da transação e estava super entusiasmado a dizer ao antigo dono que tinha sido ele a escolher (não escolheu, mas participou no processo de seleção). E ajudou-nos, com as suas mãozinhas mágicas, a transportar a sua nova secretária ao longo de 3 andares de um prédio pombalino.

No outro dia, estava a brincar com um vizinho que tinha recebido no Natal uma prancha “overboard” (convém mencionar que o meu filho adora skates).

Foi a loucura! Experimentou, brincou, riu-se, caiu, levantou-se, equilibrou-se, enfim….no final, veio a frase de que já estávamos à espera: eu quero ter uma overboard! Nem eu nem o pai lhe demos muita importância, porque felizmente estes ataques consumistas costumam durar apenas 10 minutos, e depois passam. Mas desta vez foi diferente.

À noite, pediu se podia ir ao computador. Eu perguntei o que queria ele fazer no computador e ele respondeu: vou ao OLX ver quanto custa uma overboard. Deixei-o ir pesquisar. Descobriu algumas à venda que diziam “como novas” e viu quanto custavam. Foi buscar o dinheiro angariado nas suas vendas (e que ainda não foi gasto em gelados) fez contas e disse: “Daqui a uma semana voltamos a falar sobre este assunto! Mas eu acho que vou querer na mesma uma “overboard”! Se eu não tiver dinheiro suficiente vocês emprestam-me?”

Enche-me de orgulho que, para o E., seja óbvio que, se é para comprar alguma coisa, devemos fazê-lo em 2ª mão.

Nem sequer ponderou se existiriam lojas que vendessem o que ele queria. Outra boa notécia é que sabe que este tipo de compras não se faz na hora, no momento do entusiasmo. Devemos dar tempo para que as ideias amadureçam. Por fim, ter a noção do real valor das coisas e de quanto esse dinheiro custa a ganhar, também é uma noção importante para se ter com 7 anos.

Quanto à compra do brinquedo propriamente dito, vamos ver se passará em plenário familiar!

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