A Rita Tapadinhas tem uma serenidade na forma como se apresenta que contrasta com a sua juventude. É a cara por detrás do Plant a Choice, um projeto que quer “criar soluções e espalhar ideias para tornar o mundo num sítio melhor”. Dedica muitos conteúdos à redução do desperdício, principalmente alimentar, com vídeos e informação preciosa que nos ajudam no dia a dia.

Além do site, tem um podcast, já lançou um eBook e workshops, é presença assídua em conversas online e já participou no podcast da Maria Granel.

No Instagram do Plant a Choice, mais de 14.000 pessoas seguem as suas partilhas e junta a sua voz à de muitos outros que ajudam a normalizar comportamentos mais sustentáveis.

E como geralmente a sustentabilidade anda de mãos dadas com vários tópicos, pedimos-lhe que nos contasse a sua estória com a moda em segunda mão.

Rita, obrigada por teres aceite o nosso convite!

Em 2019, depois de tomar uma consciência mais profunda sobre os problemas ambientais que atravessamos, comecei a fazer mudanças significativas ao meu estilo de vida. Estas mudanças abarcaram muitos espectros do meu dia-a-dia, e o consumo de moda não pôde ficar de fora.

Apesar de nunca ter sido extremamente consumista, tinha o gosto de passear em centros comerciais e comprar roupa nova algumas vezes por ano. No entanto, depois de perceber a dimensão dos problemas ambientais e sociais associados ao fast fashion, percebi imediatamente que me queria afastar desse tipo de moda.

O que na altura parecia significar que deixaria de poder acrescentar algumas peças novas ao meu guarda-roupa de vez em quando, foi na verdade uma oportunidade para conhecer todas as alternativas que existiam. Percebi que existiam várias plataformas online onde poderia comprar e vender peças, lojas físicas de roupa em segunda-mão, mercados de trocas… Percebi também que podia, e devia, trocar peças com familiares e amigas – quantas vezes temos roupa guardada que, apesar de estar em bom estado, deixámos de usar porque já não nos identificamos com ela? São peças ótimas para trocar! Comecei também a conhecer marcas com preocupações éticas e que sinto que, quando queremos realmente adquirir algo novo, faz muito mais sentido apoiar.

Neste momento, para além de ser uma forma de me apresentar aos outros, a roupa que uso é também uma fonte de orgulho para mim. Entre peças que comprei antes de ter esta consciência sobre o impacto da moda, mas que faço durar o máximo de tempo possível, peças em segunda-mão, peças trocadas e outras de marcas mais conscientes, sei que consegui reduzir o impacto do meu consumo de moda.

Nesta fotografia, estou a usar um blazer que era da minha mãe e que tinha ficado esquecido no armário. Quando fiz esta mudança na minha relação com a moda fui à procura de peças “perdidas” lá por casa e este blazer foi uma das que trouxe. É, sem dúvida, uma das minhas peças preferidas.

Rita Tapadinhas, Plant a Choice

Rita Tapadinhas - reCloset roupa em segunda mão

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